Afasias

As informações a seguir são direcionadas ao público em geral e, portanto,  possuem  uma linguagem cotidiana e simplificada.

Quando por alguma razão clínica o cérebro adulto é afetado por um AVC (derrame) ou ainda por um traumatismo craniano existe uma grande possibilidade de que a capacidade natural de falar, ou mesmo de compreender o que é dito, se torne bastante custosa.

As alterações agudas no cérebro  merecem atenção especial sendo, na maioria dos casos, classificadas como uma emergência médica.  Sendo assim, somente o médico poderá diagnosticar e indicar o tratamento adequado.

Após a estabilização do estado geral de saúde e no caso de surgirem dificuldades na comunicação oral ou escrita, a pessoa deverá ser encaminhada para um serviço de Fonoaudiologia. Os profissionais especialistas nessa área estão aptos para avaliar, diagnosticar e indicar o tratamento para a recuperação da capacidade de comunicação.

Essas condições possuem o nome de AFASIAS e apresentam diversas e diferentes manifestações embora a causa seja sempre a mesma, ou seja, uma alteração neurológica que tenha afetado as áreas do cérebro  responsáveis por falar e compreender, especialmente, no hemisfério esquerdo Podem apresentar, também, dificuldades para andar, para mover os braços ou as mãos para executar tarefas simples. Nesse casos, devem ter assistência da fisioterapia motora.

Não é uma situação confortável nem mesmo facilmente aceitável e a família precisa ser paciente e atenta a essas ocorrências.  Quando recuperados ou em fase de recuperação, geralmente, relatam o desconforto que sentiram ao constatarem que não podiam mais se comunicar naturalmente como faziam. Essas pessoas não ficam surdas ou com problemas psíquicos. Podem se sentir tristes, deprimidas como causam os transtornos mais sérios de saúde, afinal, ninguém fica feliz quando, de repente,  surge uma dificuldade.

A família deve ser orientada pelo fonoaudiólogo para melhor conduzir a forma de comunicação na vida cotidiana. No início do quadro, procure falar com tom de voz normal, devagar, com textos diretos e sem se antecipar às respostas, fazer perguntas objetivas, do tipo: “Você quer almoçar?” “Você quer sair?”. Evite perguntas do tipo: “Você quer suco laranja, abacaxi ou maracujá?” “Diga o que você está sentindo?”. Evite, também, comentários sobre a situação do seu familiar que não possa ser compreendido, por ele,  com exatidão.

Procure, na medida do possível, não se fragilizar emocionalmente diante dele. Seja positivo nas atitudes e na comunicação, porém, sem criar expectativas. Utilize o critério do afeto, bom senso e paciência.

A terapia fonoaudiológica será necessária e importante para investigar quais os elementos da linguagem estão afetados e investir, com método e técnica, na possibilidade de recuperação. É fundamental que, após a alta médica, a pessoa seja encaminhada ou procure um fonoaudiólogo pois existe uma relação forte entre a ocorrência e as possibilidades de recuperação do problema afásico. A recuperação pode ser ampla ou restrita, ou ainda muito restrita e, de acordo, com cada situação particular.

Por fim, alertamos que estas orientações não substituem a consulta médica ou fonoaudiológica presencial e nem indicam critérios para o diagnóstico leigo.

 

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